Eles recebem aplausos e a sociedade, inspiração: A empatia no futebol

“Ele foi-se abaixo, a mãe dele faleceu recentemente. Desejei-lhe força e disse-lhe que tinha apitado bem. É um gesto pequeno mas pode ser que o tenha ajudado”. Este foi o depoimento do central holandês, Virgil Van Dijk, após a partida entre Alemanha e Holanda. O jogador abraçou o árbitro Ovidiu Hateganm após o jogo, já que o mesmo encontrava-se chorando depois de ter recebido a notícia da morte de sua mãe.

Este é apenas um dos exemplos de empatia que o futebol nos proporciona, uma das coisas mais encantadoras que faz parte do esporte e que muita gente não vê, mas serve de inspiração e reflexão para o conjunto da sociedade. Nas últimas semanas, realizei na faculdade um trabalho sobre ética e após ele, passei a observar o mundo de outra forma, mas sem lembrar que esta forma também se se aplicaria muito bem ao esporte. Então, resolvi pesquisar um pouco e quis compartilhar este pensamento para sempre lembrarmos que não, não é e nunca será apenas futebol.

Em meio aos tantos lances em que os jogadores fingem estar machucados para ganhar tempo ou simulam uma falta para ter vantagem na partida, ainda há quem tenha o espírito esportivo e demonstre em campo, toda ética que possui. Rodrigo Caio foi um que surpreendeu a todos na semifinal do Campeonato Paulista 2017, quando avisou o árbitro que ele foi quem havia atingido o goleiro de seu time, livrando o jogador adversário de um cartão amarelo. Porém, ainda teve quem criticou a atitude ética dele.

Bom, é bem difícil criticar a ação assim como criticar quem o criticou porque como dizem, “a ética é relativa” e talvez há quem pense que por ser esporte, a vitória do time deve ser mais importante que a moral. É ai que entra a empatia, se colocar no lugar do rival, e se fosse contra o seu time? Bom, pelo menos vale a reflexão. Lembre-se, não há como cobrar a ética quando não se pratica a mesma, dentro e fora de campo.

PT Jornal