"Vamos, Ramires. Lute!": conheça a trajetória do garoto de 18 anos que tem feito história no Bahia

Eric dos Santos Rodrigues é o nome contido na sua identidade. Entretanto, devo dizer que hoje não é assim que o chamam. Ele é o garoto Ramires, cujo apelido veio de uma suposta semelhança apontada por um olheiro entre ele e um ex-jogador do Chelsea. Do bairro de Águas Claras, em Salvador, diretamente para o mundo, teve seu primeiro contato com o Bahia em 2011, quando seu desempenho para o futebol já era tão visível que um vizinho resolveu o levar no Fazendão.

E assim foi, passou no segundo teste e começou sua carreira. Passou pelo sub-15, 17 e 20, levando na bagagem conquistas como Copa Red Ball, Copa Dois de Julho e Copa Metropolitana. Na sua primeira partida no time profissional do tricolor baiano, o meia ainda tinha 17 anos e conseguiu conquistar a torcida já nos primeiros 90 minutos em campo. Com passes e bolas na trave, já chegou indo pro ataque, e o seu primeiro gol saiu durante seu terceiro jogo, contra o Botafogo.

E foi ali que o jogador Ramires se surpreendeu com as coisas que estariam para acontecer na sua vida. Ele, que cresceu ouvindo Edson Gomes com o pai, teve certeza que, assim como diz a música preferida dos dois, ele poderia conquistar o mundo se lutasse por isso. Idade não é documento, o garoto de 18 anos tem escrito a sua história não só no seu clube, mas no seu bairro e para sua família que não esconde o orgulho ao falar dele. Um garoto de um bairro simples, com uma vida simples, que perdeu o pai cedo, todos os dias marca um golaço na partida da vida. Luta, para que jamais perca o que conquistou com o suor do sucesso do seu trabalho.

Entre passes, gols, comemorações e muito reggae para amenizar a saudade do pai, o garoto de 18 anos deixa de ser visto assim para ser reconhecido mediante aquilo que sabe exercer muito bem: o dom da bola no pé. O mundo é seu, Eric. Você é o Ramires da torcida tricolor.

Para finalizar, deixo aqui o trecho da música que ele tanto ama, a mesma música que cantou na coletiva de impressa quando perguntaram como estava sendo essa estreia fervorosa no Bahia.

“Vamos amigo, lute!
Vamos amigo, ajude!
Senão
A gente acaba perdendo o que já conquistou…”

Foto: Felipe Oliveira, fotógrafo oficial do Bahia