Um olhar para nós, mulheres

Uma vez eu ouvi que mulher não entendia de futebol. Ironicamente, nesse mesmo dia, eu assistia a uma final de futebol feminino nas Olimpíadas de Londres, em 2012.

Em setembro deste ano, a jogadora Marta ganhou seu sexto título como a melhor jogadora do mundo, sendo cinco consecutivos – um recorde entre mulheres e homens. Então, chego para comentar sobre a Libertadores. Ontem ocorreu a primeira final da competição masculina, e eu pergunto, se você já ouviu falar da Libertadores Feminina?

Ainda que para muitos seja uma novidade, a competição já chega a sua nona temporada, com o Brasil sendo um dos maiores campeões com sete títulos – o último sendo conquistado pelo Audax em parceria com o Corinthians. Além disso, em seis vezes sediamos a competição, que teve sua estreia no Paraguai.

A Libertadores Feminina tem o mesmo formato da competição masculina, exceto por alguns fatores: além de não ser tão reconhecida, cabendo a Conmebol e aos clubes associados arcarem com as dispersas, muitos clubes não possuem uma equipe sul-americana de futebol feminino, o que em comparação a competição masculina, que tem hoje 47 clubes, competem pelo feminino somente 12 times.

Em setembro de 2016, a Conmebol divulgou seu novo estatuto, colocando como regra que os times – para competir em eventos organizados pela entidade –, devem ter um time de futebol feminino. No início do ano passado, em uma reunião com clubes nacionais e a CBF, ficou decidido que, a partir do ano que vem, essa regra deve ser cumprida. Caso contrário, o time não participará da Libertadores.

Os números mostram que até então poucos clubes estão procurando gerir essa parte. Como os campeonatos estão chegando ao fim, espera-se que exista organização para cumprir à regra. A nova competição ocorrerá entre 18 de novembro e 2 de dezembro, em Manaus, com três clubes brasileiros na disputa: Santos, Iranduba e Audax (atual campeão).

Foto: Divulgação/AFP