Independente da final, os argentinos já venceram em dose dupla

Por: Vittoria Catarina

A expectativa por um desempenho melhor na Libertadores pairava entre os gaúchos e paulistas, que viam seus times classificados para a semifinais da competição. A rivalidade entre Argentina e Brasil, como os dois países que melhor representam o futebol sul-americano, também era um fator crucial para o ego dos quatro clubes em questão.

De um lado, Grêmio e River Plate. Do outro, Boca Juniors. Para os gremistas, agora acostumados a ver o time em alto nível, uma classificação bem encaminhada – aliás, tinham vencido o primeiro jogo na casa do seu rival por 1×0. Para os palmeirenses, o ar de otimismo de sempre – ainda que tenham perdido o primeiro jogo por 2×0 fora de casa.

Cenários tendenciosos, claro. Por que o Palmeiras deixaria de acreditar no título mais importante da América, se conseguiu virar de cabeça para baixo o Campeonato Brasileiro? Era quase um decreto que a taça terminaria na mão do rival São Paulo ou até mesmo do Internacional. Hoje, tudo indica o contrário, o Verdão assume a liderança com uma folga de 4 pontos para o 2º colocado.

E o Grêmio, hein? Um cenário mais decepcionante ainda para o seu torcedor. Não bastava a vitória do primeiro jogo, o Tricolor Gaúcho conseguiu sair na frente no placar. O primeiro gol veio de Leonardo Gomes, aos 36’ para fazer a Arena do Grêmio tremer. Será mesmo que existia a possibilidade de segurar o título em casa?

Em um tom trágico para as duas torcidas, a resposta era clara: Não. Grêmio e Palmeiras foram eliminados, diante do cenário mais importante para um clube: casa cheia. O time gaúcho foi eliminado já nos acréscimos, com um a menos, sofreu a vitória. O paulista tentou acreditar, chegando a virar o jogo, mas com uma situação difícil de virar: dois gols na primeira partida. No final, ainda sofreram o empate.

É lógico que existe uma rivalidade interna no país, mas essa entre brasileiros e argentinos sempre será a mais forte. Seja como for, ainda que de forma recente a seleção tenha vencido a Argentina com um placar pequeno, de 1×0. Agora, novamente, por pouco, eles saíram vitoriosos. River Plate e Boca Juniors, independente do resultado final, já venceram.

Para os clubes brasileiros, desanimo. Mais do que isso, aqueles que buscam uma vaga para a Libertadores do ano que vem, ficaram decepcionados. Agora, o G-6, não se tornará G-7 – a não ser que o Cruzeiro, campeão da Copa do Brasil, consiga uma arrancada na competição. Nada muda, não mais oito vagas, agora são sete. Para os argentinos? Uma a mais.

Foto: Marcos Riboli/Globo Esporte