Falcão: grande estilo do início ao fim

A Seleção Brasileira de futsal foi iniciada em 1968, e nenhuma modalidade da amarelinha é tão eficiente quanto essa. Foram mais de 50 títulos internacionais conquistados e atualmente a masculina se encontra em primeiro lugar no ranking mundial. Mas quem foi o maior nome dessa história?

Alessandro Vieira Rosa, mais conhecido como Falcão, já foi eleito pela FIFA quatro vezes o melhor jogador de futsal do mundo, não foi por acaso que se consagrou o rei das quadras. Aos 41 anos de idade, ele encerrou de forma glamorosa sua a passagem pela Seleção Brasileira no último domingo (28), em um jogo contra o Paraguai, onde o atleta balançou as redes por duas vezes, com direito a um gol de cobertura e outro de letra, fechando com grande estilo sua trajetória.

Aos 21 anos de idade, Falcão foi convocado pela primeira vez para representar a seleção, onde começou seus passos para se tornar o maior artilheiro da história de todas as seleções de esportes ligadas ao futebol. Conquistou por três vezes a Copa América de futsal, duas vezes a Copa do Mundo, uma medalha de ouro nos jogos Pan-Americanos e cinco vezes o Grand Prix de futsal. Na sua primeira Copa do Mundo, em 2000, o rei jogou oito partidas marcando seis gols, porém a primeira vez que se tornou campeão foi em 2008, após uma prata e um bronze conquistados anteriormente.

No Mundial de 2012, mesmo com uma lesão na panturrilha, o nosso camisa 12 jogando apenas 37 minutos em toda competição ainda marcou 4 gols. Jogou no sacrifício durante todo o campeonato e, mesmo assim, conseguiu ser decisivo em boa parte dos jogos. No último do atleta, em 2016, aos 39 anos, a seleção teve sua pior participação na história do torneio, sendo eliminados nas oitavas de final. No encerramento da partida, os adversários iranianos ovacionaram Falcão o jogando para o alto, levando o atleta às lágrimas.

Deixando um legado incalculável ao futsal brasileiro, Falcão, o nosso rei das quadras, nos mostra que quando se trabalha com amor se torna algo leve. Será que algum dia alguém irá superar as marcas deixadas por esse mito? Uma pergunta que passará um tempo sem resposta.

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