Caso Neymar: jogador pode pegar até 6 anos de prisão

Neymar Júnior não veste mais a camisa do Barcelona, mas a venda do craque do Santos para o time da Catalunha, em 2013, continua sendo motivo de polêmicas. Um tribunal de três juízes julgará os acusados do caso, que são o jogador, Josep Maria Bartomeu (atual presidente do Barça), Sandro Rosell (presidente na época), e o pai de Neymar, que é seu empresário, por crimes de corrupção e fraude na transferência.

Além deles, está envolvido na investigação o grupo brasileiro DIS, que possuía 40% dos direitos federativos de Neymar no ano em que ocorreu a negociação e foi quem começou com o caso, já que tudo emana de uma denúncia do grupo, que se considera prejudicado na transferência. Dependendo do desfecho, o atual camisa 10 do Paris Saint-Germain pode pegar uma pena de quatro a seis anos de prisão.

Toda essa polêmica surgiu porque o Barcelona anunciou, oficialmente, um valor próximo aos 57,1 milhões de euros (na época 240 milhões de reais), sendo 40 milhões para a família de Neymar e 17,1 para o Santos. Porém, a justiça espanhola diz ter tido acesso a alguns documentos que comprovam que a transferência, na verdade, envolveu um valor consideravelmente mais alto do que o divulgado, rondando os 83,3 milhões de euros, 349 milhões de reais.

O DIS, que recebeu 6,8 milhões de euros – parte dos 17,1 pagos ao Santos –, acusa o Barcelona e o jogador de terem ocultado o real valor da venda. O Ministério Público espanhol apresentou um pedido de dois anos de prisão para o craque do PSG e da Seleção Brasileira, que se defendeu das acusações em depoimento à justiça, afirmando que se concentrava apenas em jogar futebol e que confiava nas decisões de seu pai.

O caso se estende há anos e será analisado, mas o início do julgamento segue sem data. Como pode haver uma sentença superior a cinco anos, a legislação da Espanha exige três juízes para o julgar, o que pode atrasar ainda mais o processo.

Foto: Reprodução/FOX Sports