Após 12 anos, Libertadores volta a ter chance de decisão entre compatriotas

Você sabia que há 12 anos a Copa Libertadores da América não tem sua final entre times do mesmo país? Isso porque as disputas entre equipes compatriotas foram proibidas durante a maior parte da história do campeonato. Só em 2005 e 2006 que a Conmebol acabou com a regra, anos que tivemos São Paulo x Atlético Paranaense e São Paulo x Internacional, respectivamente. Porém, a decisão de retomar tal norma veio logo no ano seguinte, e voltou a ser liberado apenas em 2017. No regulamento da competição deste ano, tem a possibilidade de finais “caseiras” sem que os cruzamentos de clubes de mesma nacionalidade fossem forçados antes.

Chegando na reta final dessa edição, podemos enxergar possíveis finais entre dois brasileiros ou dois argentinos. Grêmio e Palmeiras estão na disputa pelo lado do Brasil, enquanto a Argentina tem River Plate e Boca Juniors representando o país. A equipe gaúcha derrotou o River pelo primeiro jogo da semifinal ontem (23) por 1 a 0, e vai com vantagem para a segunda partida. Já os paulistas enfrentam o time do Boca nesta quarta-feira e buscam, também, sair à frente no placar agregado.

Além disso, há outro feito que pode ser realizado após 17 anos sem acontecer. Se tivermos Grêmio como o campeão da competição este ano, os gaúchos se tornarão bicampeões (2017 e 2018), algo que não acontece desde 2001, quando o Boca Juniors conquistou o bi (00 e 01).

Sabemos que a Libertadores é uma obsessão para todos os clubes sul-americanos, e por isso transformou-se em um dos campeonatos mais difíceis do mundo. Se conquistá-la apenas uma vez é incrível, quem dirá por dois anos consecutivos! Somente seis clubes conseguiram esse feito, sendo eles Peñarol (60 e 61), Santos (62 e 63), Independiente (64 e 65; 72, 73, 74 e 75), Estudiantes (68, 69 e 70), Boca Juniors (77 e 78; 00 e 01) e, por fim, São Paulo (92 e 93). Será que o tricolor de Porto Alegre se juntará aos dois brasileiros dessa lista?

Foto: Veja