Vossa Majestade, Zlatan Ibrahimovic

Em uma era onde se comenta principalmente em Messi ou Cristiano Ronaldo, e que os números de vezes em que os dois foram escolhidos como melhores do mundo, ocupam as capas de jornais do mundo a fora, talvez um sueco da pequena cidade de Malmö também chame atenção.

Zlatan Ibrahimovic, fã de Ronaldo Fenômeno, viu no futebol uma chance de mudar de vida – como para muitos outros jogadores também. Descendente de pai bósnio e mãe croata, começou a carreira no time da sua cidade natal mostrando sua habilidade desde cedo e sendo comparado a um dos ídolos, o neerlandês Marco van Basten. A marra espalhada por ele em entrevistas, foi vista ainda quando pequeno quando pensou em encerrar a carreira por conflitos entre ele e os treinadores.

Como jogador profissional, aos 18 anos chegou a equipe principal do Malmö FF, se destacando e levando o time ao acesso à primeira divisão do campeonato sueco na temporada 1999 e 2000. O destaque ganhou os ouvidos de Arséne Wenger que pediu sua contratação aos diretores do Arsenal, mas Zlatan negou afirmando, em terceira pessoa (um marco do jogador), “Zlatan não faz testes”.

O destaque no futebol vai muito além do que somente a habilidade com os pés. Seus quase dois metros de altura, fazem de Zlatan um atacante com um homem quase imbatível para as defesas dos adversários, além da sua velocidade e elasticidade (rara característica a jogadores muito altos), mas adquirida graças a prática do Taekwondo, a qual é faixa preta.

Fora isso, o sueco é um dos jogadores que mais chama atenção e movimenta o mercado da bola. Na sua primeira contração ao time do Ajax, Zlatan foi considerado a contratação mais cara da história do futebol sueco. Algumas marcas publicitárias também usam os direitos de suas imagens, o fazendo de garoto propaganda, e ele também usa seu tempo fora dos gramados para gerenciar sua empresa de roupas esportivas, a A-Z.

Depois de brilhar em solo holandês, se destacar timidamente pela Seleção Sueca na Copa do Mundo de 2002 e ter uma boa atuação na Euro 2004, o atacante foi contratado pela Juventus. Na Velha Senhora, participou de 92 jogos, mas fez somente 26 gols e viu o time de Turim ser rebaixado para a Série B.

Apesar dos brilhantes tempos passados na Itália, a melhor temporada – em números – foi em solo francês. Dos 180 jogos disputados pelo PSG, marcou 156 gols e ultrapassou o atacante português Pedro Pauleta, se tornando o maior goleador da história do time com 110 gols (antes do uruguaio Edinson Cavani alcançar a marca de 157 gols, em janeiro deste ano).

“Cheguei como um Rei, saio como uma lenda” proferiu o sueco em sua conta no Twitter ao anunciar sua saída do clube da capital parisiense. Zlatan nunca foi considerado somente jogador, nem por ele e nem pela mídia. Suas frases exacerbando o seu maior ego – e maior característica – demonstra que não esperamos por menos vindo do atacante ao falar emocionado, em sua despedida do PSG, que esperaria que o clube continuasse a ganhar sem ele.

Um destaque na sua carreira é o fato dele nunca ter ganho o prêmio de melhor do mundo, ao menos não pela FIFA, com o prêmio The Best ou pela revista francesa France Football, com o Ballon d’Or. Apesar disso, um prêmio válido para jogadores com 29 anos ou mais, que concorrem pela mesma categoria, chamou a atenção em 2012 quando o atacante disputou com o consagrado goleiro italiano Gianluigi Buffon e o atual campeão mundial espanhol, Iker Casillas, o prêmio de melhor jogador do mundo pelo prêmio Golden Foot.

Completando 37 anos, muitos acreditavam que a lesão no ligamento cruzado do joelho direito quando defendia o Manchester United, seria o fim da sua carreira. No entanto, como ele mesmo diz, que “leões não se recuperam como homens”, Ibrahimovic mostrou que soube desafiar a todos. Seis meses depois, voltou a defender o Red Devils até início deste ano, onde em março, foi anunciado como o mais novo jogador do LA Galaxy. Pelo time americano, Zlatan conseguiu a marca de 500 gols na carreira.