Mulheres realizam feito inédito na Rádio Coxa

As mulheres ainda sofrem muitos constrangimentos e precisam lutar contra o machismo em todas as áreas relacionadas ao futebol. Mesmo em meio a tantas evoluções nesse aspecto, a presença feminina ainda é muito inferior em cargos diretivos no futebol. O último clube da série A que teve uma presidente foi o Flamengo, Patrícia Amorim dirigiu o clube por 3 anos. As mulheres devem ocupar mais cargos importantes, mostrar sua capacidade de comandar um clube tão bem quanto um homem, devem lutar por espaço assim como vêm lutando para conquista-lo dentro de campo.

Do mesmo modo ainda é muito comum o questionamento da presença feminina no jornalismo esportivo, mesmo com um número crescente da participação das mulheres nesse seguimento não é tão comum a presença delas. Em meio a tanto preconceito que envolve o assunto, as mulheres estão deixando de serem aquelas que apenas fazem um papel ‘’decorativo’’ e hoje elas mostram que realmente sabem do que estão falando. Comentam, discutem e participam bastante em programas esportivos.

O apoio dos clubes é um grande reforço para a mudança desse modo de pensar, um grande exemplo foi dado pelo Coritiba no último sábado (29). A equipe teve o jogo contra o Avaí que aconteceu no Couto Pereira e, pela primeira vez, o Coritiba teve uma transmissão ao vivo em sua rádio, feita apenas por mulheres. As representantes femininas que fizeram um excelente trabalho foram as jornalistas Tetê Motta e Lara Mota, ambas com uma longa jornada no jornalismo esportivo.

Tetê Motta começou sua trajetória há vinte anos, cobrindo os três times da capital, e após ficar um tempo afastada foi convidada pela Rádio Coxa para ser a narradora. Com o desafio inédito na sua carreira, teve sua estreia em agosto e já narrou 10 jogos de lá pra cá. Lara Mota também está a muito tempo dedicando-se ao jornalismo, já são 17 anos e 13 no jornalismo esportivo. Nesse período, já cobriu Copa do Mundo, Olimpíadas e também participou da primeira transmissão de futebol em TV aberta com duas mulheres em 2005, pela TV Cultura.

Esse marco histórico para o Coritiba nos mostra mais uma vez que lugar de mulher é onde ela quiser, que esse ato sirva de exemplo para outros clubes trazerem ainda mais a presença feminina para dentro do futebol.

Foto: Divulgação/Instagram narradoratete