Do trio ao quarteto: El Fideo como aposta de Thomas Tuchel para crescimento do ataque parisiense

Ao assistir a entrevista coletiva de Thomas Tuchel, na véspera do jogo contra o Liverpool pela primeira rodada da fase de grupo da UEFA Champions League, o alemão cita a vontade do clube de ganhar sua primeira Liga dos Campeões.

O Paris Saint-Germain não é um clube centenário, tampouco uma lenda em competições mundiais, mas em seus 48 anos já se tem uma boa história para contar. Desde que assumiu como proprietário, Nasser Al-Khelaifi investe em nomes de peso para o time. Como esquecer da apresentação histórica de Zlatan Ibrahimovic em frente a Torre Eiffel? Ou da chegada de Neymar como a maior contratação da história? É certo, o time da capital francesa investe bastante em jogadores renomeados para a conquista da primeira orelhuda.

Dentre tantas contratações, uma chamou atenção. Vindo de uma temporada não tão produtiva em Old Trafford, o meia argentino Ángel Di María sempre deixou claro sua vontade de conquistar mais títulos. Por isso, saiu do comando do holandês Louis Van Gaal, que vivia uma baixa na Premier League e sem disputa de Champions ou Liga Europa, para entrar no time de Laurent Blanc.

Ainda nas terras inglesas, Di María passou um ano mudando sempre de posição, nunca havia uma fixa, e para ele, isso não ajudou na sua adaptação. Ao chegar em Paris, o técnico Laurent Blanc o colocava em uma só posição e ele começava a se acostumar a jogar ao lado de Edinson Cavani e Zlatan Ibrahimovic. Com a saída do camisa 10 sueco e do técnico francês, o PSG perdia seu ataque valioso deixando Cavani ao lado do português Gonçalo Guedes e o francês Jean Augustin.

A entrada do técnico Unai Emery mudaram as percepções do meia na equipe, Di María muitas vezes começava no banco, entrava por poucos minutos depois de um jogo eletrizante. E às vezes, nem entrava. Era de se questionar, afinal, vindo de uma boa fase desde que iniciou na equipe e não vingar, seria uma escolha tática ou simplesmente pessoal?

Claro que não estamos falando de uma mesma posição, ele nem sequer – tradicionalmente – pode disputar a mesma posição que o camisa 9 da equipe, mas o comando do espanhol no solo parisiense fez com quem tudo voltasse à tona na vida do argentino.

Quando o clube esteve à frente do Barcelona na sua primeira partida de oitavas de final da Champions League, acreditava-se que essa seria a hora do PSG de ganhar sua primeira orelhuda. Nessa partida, Di María entrou como titular e marcou dois gols. Seria um reinicio, talvez, na equipe que estava se modificando com a falta de Ibrahimovic. Mais uma vez, o argentino entraria com a esperança de se firmar na equipe e não ser somente um opção do banco.

O técnico espanhol não se firmou na equipe, saindo do PSG após o fim da temporada que antecedeu a Copa do Mundo da Rússia. Com a saída da Seleção Argentina do Mundial, as pessoas diziam que agora seria a hora do meia argentino procurar por novos ares. A chegada de Thomas Tuchel a equipe, mudou um pouco essa visão.

O técnico alemão gosta sempre de testar os seus jogadores. Então, ainda em entrevista na pré-temporada, afirmou sobre a capacidade de Di María e do diferencial que ele traz ao time. Atualmente, o técnico usa o meia como uma arma para ajudar o trio MCN nos campeonatos disputados pela equipe francesa.

Foto: Divulgação/PSG