Alô diretoria do Palmeiras, sou torcedor comum, mereço meu espaço

A ida ao estádio é um passeio. Um momento de lazer depois de uma semana complicada no trabalho, em casa ou faculdade. Momento de torcer, vibrar, cantar, se distrair. Querem mudar até isso. O Palmeiras tem um novo padrão, e esqueceu de incluir os torcedores comuns nele.

Ingressos com preços absurdos, o torcedor que vestiu a camisa como nunca em 2013 durante a Série B e marcou presença nos jogos enquanto ainda não éramos a Arena mais moderna do Brasil, esse perdeu o seu espaço. Perdeu para a ganancia daqueles que se esquecem que não há time que sobreviva sem torcida. Remar contra o seu povo mais leal, é tiro no pé. Continuar abusando dos preços, só irá fazer com que a ida ao estádio seja cada vez menos frequente. Prejuízos serão maiores, já que quem sustenta somos nós.

Quem tem mais, assiste. Quem tem menos, fica do lado de fora. A “elite” ganhou espaço. E cá pra nós, não sabem nem usufruir dele. Já que confundem o estádio de futebol com teatro, e torcida com plateia. Em tempos de econômicos tão difíceis, por que não se repensar sobre a politica da venda dos ingressos? Por que não deixar de afastar e explorar os torcedores, trazendo os para perto com preços acessíveis a todos os bolsos? O ganho esportivo é bem maior que o financeiro.

A Arena tem que estar super lotada. Cheia. Pulsante e vibrante. Somos torcida que canta e vibra. Somos torcedores comuns. Merecemos nosso espaço. Enquanto os preços dos ingressos estiverem lá em cima, mosaicos continuarão incompletos. Sons cada vez menos vibrantes. Presença, virando ausência. Distanciamento de time e torcida cada vez mais visível.

Foto: Sergio Ortiz/Forza Palestrina