Como não amar o Gre-Nal?

Por: Paloma Stuchi

Hoje acontece mais uma edição do maior clássico brasileiro. Você pode até me questionar, “é o meu time que faz o maior clássico contra o fulano.” Mentira. Mesmo sendo difícil de admitir, principalmente para nós paulistas, o Gre-Nal é o jogo mais disputado do país. Não importa a posição da tabela e muito menos o campeonato, o que importa é a rivalidade.

Mesmo sendo de uma cidade há muitos quilômetros de distancia, sempre quis apreciar um jogo do Gre-Nal de perto. É igual sonhar em ver o Flamengo no Maracanã, enquanto você torce para o XV de Piracicaba. Uma coisa que só o futebol pode explicar. Sentir, mesmo que pela TV, aquela emoção vinda das arquibancadas, inflamadas, que fazem que por um minuto você escolha um time para torcer naquela partida.

O Gre-Nal de hoje é o de número 417, mas dessa vez com um ar diferente. Podemos dizer que os times vivem os seus melhores momentos. Do lado direto do campo o Internacional, que veio de um ano de 2017 péssimo. Com um rebaixamento traumático, mas que fez da sua queda um grande ensinamento para sua equipe e também para a sua torcida. Essa que por sua vez não abandou nem por um segundo as arquibancadas. E que está decidida, dessa vez, e preferiu não dar “sorte para o azar”, ajudando e se mantendo extremamente focada na permanência na Série A. E isso tem feito uma diferença tão grande, que o Inter se encontra como vice-líder do campeonato.

Já do lado esquerdo do campo vemos o Grêmio. Esse que vem de uma calmaria e felicidade sem tamanho. A torcida pode entrar no estádio do maior rival se gabando por ter debaixo do braço a taça de Campeão da Libertadores e ainda o troféu de vice do mundial de clubes contra o grande espanhol Real Madrid. A equipe do técnico Renato Gaúcho não está nadando de braçada, como no velho ditado, mas tem batalhado firme para se manter em uma boa colocação em todas as competições que está participando.

Com ingressos esgotados, e uma estimativa de recorde, o Beira-Rio espera mais um grande duelo entre as duas equipes. E, quem sabe, mais uma partida histórica, daquelas que nos leva do céu ao inferno em poucos segundos.

Foto: Marcelo G. Ribeiro/JC