Lenta, gradual e segura

Por: Luisa Lopes

Quase dois meses após a eliminação contra a Bélgica nas quartas de final da Copa do Mundo da Rússia, a Seleção Brasileira volta a campo pela primeira vez após a amarga derrota sofrida no Mundial. O amistoso de hoje, contra os Estados Unidos, e do dia 11, contra o El Salvador, servirão de testes para o técnico Tite dar caras novas à amarelinha, que em 2019 já tem a Copa América para disputar.

Por idade avançada, parte dos jogadores que foram à Rússia têm chances de ficar de fora da Copa do Catar, em 2022. A seleção da época possuía 28,5 como média de idade, sendo 11 atletas com 30 anos ou mais. Nessa nova convocação, a média caiu para 25,5 e chama a atenção o nome de muitos “garotos” na lista. São eles:

Hugo: Goleiro do Flamengo, 19 anos.

Éder Militão (substituindo Fágner, lesionado): Lateral do São Paulo, 20 anos.

Fabinho: Volante/Lateral do Liverpool, 24 anos.

Arthur: Volante do Barcelona, 22 anos.

Andreas Pereira: Meio campista do Manchester United, 22 anos.

Lucas Paquetá: Meio campista do Flamengo, 21 anos.

Everton: Atacante do Grêmio, 22 anos.

Richarlison (substituindo Pedro, lesionado): Atacante do Everton, 21 anos.

As exceções são os zagueiros Dedé, do Cruzeiro, e Felipe, do Porto, com 30 e 29 anos, e Alex Sandro, lateral da Juventus, com 27.

O treinador Tite fala em um processo gradual de renovação, justificando a mescla de jogadores que estiveram na última Copa (12) com novidades (11), algumas que já estavam na listagem de suplentes para o Mundial. O jogador Thiago Silva, veterano e dono de 10 anos vestindo a amarelinha, em entrevista coletiva dada, explicou a importância da permanência dos veteranos no elenco para o sucesso da equipe e dos jogadores: “Os mais experientes têm que passar para os novatos de que é preciso ter entendimento rápido do que o homem quer, acolher os meninos para que eles cheguem da melhor maneira possível e nos ajudem. Não podemos, de maneira alguma, entrar dentro do jogador e falar como tem que fazer. Temos que ser uma referência, fazer as coisas certas e esperar que eles estejam atentos”.

A comissão técnica dividiu a preparação para a Copa do Catar em três fases. A primeira vai até janeiro, com observações em seis amistosos, e será onde os jogadores ainda não convocados possuirão oportunidades maiores. A segunda é dedicada à Copa América e, posteriormente, o foco será centralizado no Mundial de 2022.

Por mais que ainda faltem quatro anos, a briga para uma vaga nos 23 convocados já começou, e desde 1998, em média 9,4 jogadores da primeira convocação chegaram ao Mundial seguinte. O primeiro compromisso do Brasil é hoje, contra os Estados Unidos, em Nova Jersey, às 21h05 (horário de Brasília).

Foto: Lucas Figueiredo/CBF