Um suspiro de alívio, o sonho venceu!

Na Coreia do Sul, todo homem até os 27 anos precisa cumprir dois anos de serviço militar. Não importa a profissão ou a condição financeira, é obrigação. Mas por que começamos com essa informação? Tente se colocar entre a cruz e a espada, imaginemos uma metáfora: você ama jogar futebol, mas no seu país de origem é obrigação jogar vôlei. Como se sentiria entre o seu sonho e a sua obrigação como cidadão?

Foi exatamente isso que aconteceu com o jogador coreano Son Heung-min, que joga pelo Tottenham desde agosto de 2015. Esse ano, ele se viu pressionado e no risco de parar de atuar como jogador de futebol, ele precisava cumprir o seu dever de coreano e, como tem 25 anos, precisaria se apresentar ao exército em julho de 2019. De fato não era o que o jogador queria, porém ainda havia uma esperança, isso porque o governo sul-coreano é conhecido por oferecer um passe para atletas bem sucedidos. Isso significava que para o Tottenham não perder um dos seus destaques, Son precisaria ganhar os jogos asiáticos da Indonésia que começaram em agosto. Caso contrário, se ele se negasse mesmo assim ao exercício, corria o risco de ser preso.

Mas o futebol ainda é um esporte imprevisível, daqueles que só acaba de fato quando o árbitro soa o último apito, no mais enquanto houver tempo de bola rolando, há chances de gols e triunfos. No sábado, 1 de setembro, Son se viu livre da obrigação e pronto para continuar a atuar onde ele realmente queria. O atacante do Tottenham foi campeão dos jogos asiáticos ao comandar a Coreia do Sul no triunfo por 2 a 1 contra Japão, na prorrogação, em um jogo sofrido. Ele voltou para o seu time com a medalha de ouro na mão e pronto para voltar a servir não ao exército, mas para continuar servindo ao futebol.

Foto: Chung Sung-Jun/Getty Images