Crise no Rio: Clubes enfrentam problemas na hora de fechar a conta

O cenário do futebol carioca não é nada positivo nos últimos tempos. Os clubes mais expoentes e ricos de história encontram-se em um mar de escanteios mal batidos. Baixo orçamento nos cofres, poucos talentos e sabedoria em insistentes esquemas táticos.

Em primeiro lugar, podemos observar um elenco mal utilizado no Rubro-Negro. A ideia do técnico Maurício Barbiere de colocar os jogadores fora de sua posição parece ter sido boa de início, mas vem atrapalhando o clube.

Peças como Diego e Paquetá caíram de rendimento, enquanto Rodinei, Renê e Pará não sustentam as laterais, principalmente, no canto direito. Não será necessário mesmo a contratação de novos jogadores para a posição?

O setor ofensivo ainda sofre com a falta do estilo Vinicius Júnior de furar a defesa e balançar a rede. Henrique Dourado, Vitinho e Marlos Moreno tentam se encaixar no ataque, enquanto Lincoln está no banco à disposição e com características parecidas do jogador do Real Madrid.

Antes era segue o líder. Agora, parece que a equipe do presidente Eduardo Bandeira de Mello segue mesmo é tentando se reencontrar depois da volta da Copa do Mundo. Desgastes do elenco, uma eliminação na Libertadores e mais dois campeonatos para dar conta. É, o clube da Gávea precisa focar e se impor.

A situação em General Severiano também é preocupante. Adiantamento de empréstimos foram um dos motivos que causaram a fúria da torcida alvinegra há pouco mais de um mês.

Trocas de técnicos em curto espaço de tempo, jogadores lesionados ou sem brilho assustam o Glorioso, que tenta, a cada partida, fugir da zona de rebaixamento.

Nesta temporada, o clube já foi eliminado vergonhosamente pelo Aparecidense na estreia da Copa do Brasil. Hoje, Zé Ricardo tenta manter o time na Copa Sul-Americana, junto com seu ex-clube, o Vasco.

Mais uma goleada em cima do Cruzmaltino no fim de semana deixou os vascaínos insatisfeitos. O time é o que mais tem derrotas este ano entre os quatro maiores do Rio de Janeiro.

As eliminações na Libertadores para o Cruzeiro, na Copa do Brasil contra o Bahia e Sul-Americana pela LDU de forma decadente, mancharam o ano dos vascaínos.

A corrida contra o rebaixamento no Brasileirão sucede esses resultados e nenhum jogador escapa das vaias da torcida. Seu novo técnico, Alberto Valentim, já percebeu isso no último jogo contra o Peixe e ainda está se entrosando com os atletas de São Januário.

Por fim, o Fluminense. Começou o campeonato lá embaixo da tabela, perdeu jogadores, trocou de técnico e também enfrenta uma crise financeira. Porém, o Tricolor segue estável no meio da classificação. Ainda assim, o clube da laranjeiras respira e segue firme na Sul-Americana.

O que será do futebol carioca nos próximos tempos? Sem dinheiro para boas contratações e melhorar o elenco fraco, aproveitamento e lapidação da base ou discernimento de dirigentes que realmente entendam de futebol e não somente de administração?

Era um dos mais fortes do país e agora segue caindo de qualidade, números de títulos e com questões burocráticas e administrativas atrapalhando o rendimento dentro das quatro linhas.

É o momento dos quatro se reunirem ou vão perder o respeito e representatividade como potências do futebol brasileiro daqui para frente.

Foto: Mauro Pimentel/AFP