Do Esquadrão Imortal ao respirar por aparelhos

Estamos em período de mata a mata da Copa Libertadores, e ver clubes grandes lutando pela vaga na próxima fase me fez pensar o que faltou para o Vasco, que é igualmente grandioso comparado aos demais, estar nas Eliminatórias. Dia 26 de agosto fez 20 anos da conquista da Libertadores e isso fez a sensação de “o que faltou” crescer ainda mais.

O Vasco de 97/98 pode ser resumido em uma palavra: planejamento. O time conhecido como Esquadrão Imortal, vinha disputar a Libertadores depois de ser campeão brasileiro, era uma equipe técnica, habilidosa, competitiva, com incríveis revelações e atacantes matadores. Com desfalques preciosos como a dupla Evair e Edmundo “animal”, Vasco buscou peças para suprir as necessidades, e a dupla Donizete – “Pantera” e Luizão – “o especialista em Libertadores” deram conta do recado.

Uma equipe montada para ser competitiva, com os garotos da bola: Felipe, Pedrinho e Juninho Pernambucano; o Xerife e experiente Mauro Galvão na zaga, além de ser o principal responsável na transformação de Odivan em semi-deus defensivo; um goleiro já entrosado com o clube desde 91, Carlos Germano, e um técnico de qualidade e experiência como Antônio Lopes.

Acima de tudo o Vasco de 98, tinha planejamento. Em comparação ao clube em 2018, as proporções são completamente diferentes. O Vasco atual começou a temporada em uma crise política e completamente instável, financeiramente comprometido, perdendo jogadores importantes por causa desse problema. A reposição de peças nas pressas, veio sem qualquer avaliação ou preparo.

Enquanto o time de 98 contava com os soberanos Mauro Galvão e Odivan na defesa, a equipe atual tinha um rodízio de zagueiros entre Ricardo Graça, Paulão, Werley e Erazo, onde nenhum desses correspondeu o resultado esperado. Sem contar com outros inúmeros nomes de referência que o time atual não possui.

Nasci no ano da conquista do Brasileirão, no meu primeiro ano de vida fui campeã da Libertadores e eu nem sabia mensurar a importância de tal fato. Hoje, com os perrengues e raivas que eu passo com o Vasco, consigo olhar vídeos do passado, ler reportagens, ouvir pessoas que vivenciaram aquilo e sentir saudade. Saudade de um Vasco bem estruturado, um Vasco com planejamento, um Vasco que dava medo no adversário e alegria para seus torcedores.

O Club de Regatas Vasco da Gama é gigante senhores, estes que estão manchando sua história não condizem com a grandeza desse Gigante Centenário.

Foto: Divulgação/Imortais do Futebol