Os exames ou os atletas falham?

Foto: Ricardo Duarte/Internacional

Por: Ana Luisa Oliveira

Os últimos meses não vêm sido fáceis para Paolo Guerrero. Após ser pego em um exame anti doping, o jogador teve como punição a suspensão dos gramados pelo ano de 2018, mas os 14 meses de pena não chegaram a ser cumpridos. Com seis meses fora de campo, conseguiu reverter a situação graças a um recurso feito à Justiça Suíça para poder então jogar a Copa do Mundo com a seleção do Peru – que com uma saída precoce, fez com que o atacante voltasse aos campeonatos brasileiros e latinos. A abertura da janela de transferências de inverno fez com que o peruano fosse transferido ao Internacional, com contrato de três temporadas.

Para a infelicidade do jogador, a Justiça da Suíça informou no dia 23 de agosto que o pedido de suspensão de sua pena foi revogado, e que pelo resto do ano não poderia mais atuar, além de alguns meses do ano seguinte. Com o último recurso esgotado, não existe mais caminho jurídico para que Guerrero recorra ao cumprimento da pena por presença de metabólito da cocaína em seu organismo. Sua única chance está em uma revisão do procedimento do TAS pela justiça, algo pouco provável. Em breve, FIFA e CBF serão notificadas da decisão tomada pela Justiça.

Um caso similar foi noticiado no mesmo dia da decisão do peruano. Moisés Ribeiro, volante da Chapecoense, foi acusado pelo exame de doping feito durante a Copa Libertadores da América. O uso de um corticoide impedirá o jogador de entrar em campo pelos próximos dois anos. O Tribunal Disciplinar da Conmebol flagrou, no início de fevereiro, a substância presente no brasileiro. Ainda há possibilidade de recurso pelo clube e jogador, que após a acusação voltou para sua cidade natal, na Bahia.

Com ou sem argumentos de defesa, está claro que a quantidade de atletas que vem sido pegos pelo exame anti doping aumenta a cada ano que passa. Já vimos no futebol, vôlei, natação, e muitos outros esportes sendo penalizados pela displicência de seus participantes. Mas até quando isso vai continuar? Será que um dia teremos um esporte verdadeiramente limpo?

Foto: Sirli Freitas/Chapecoense