Chamam de loucura, mas você já ouviu falar sobre o amor de um torcedor do Bahia?

Sou torcedora do tricolor baiano desde muito tempo, e ainda consigo me impressionar com o tamanho amor que a torcida do esquadrão de aço carrega. Nosso coração resistiu aos anos na Série B, fora a passagem pelas outras, as crises internas do clube, as derrotas contra o rival, e eu sei com total certeza que continuaremos resistindo e amando cada vez mais. Futebol é tipo casamento, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença e, se a morte nos separar, terei tido uma vida bem mais feliz vendo a bola rolar.

Continuaremos a lotar a Fonte Nova mesmo se o jogo for 21h45 de uma quarta-feira, desceremos a ladeira da Fonte cantando para todo mundo ouvir que a minha vida é você e que naquele jogo lutaremos e ganharemos, e tudo bem se não ganhar, ainda assim iremos para a porta do estádio depois do jogo abrir uma latinha e falar “oh Bahia que me mata viu?”, isso é ser torcedor desse time.

Time que arrasta multidões, lota o aeroporto, faz recepção do ônibus, canta até a voz falhar e acredita enquanto há tempo, porque se você faz parte dessa família de três cores sabe muito bem que nosso forte é virar a partida nos acréscimos do segundo tempo, não é mesmo? Quem nunca ouviu a frase “se não for sofrido, não é Bahia”? Aqui é assim, tem muitos problemas, o nosso futebol não é tão valorizado quanto merece, ainda desdenham de um “time do nordeste”, mas amor não falta e nunca faltará. Por onde eu for, quem me olhar vai te ver lá, na pele, no peito e na alma. O futebol fica bem mais lindo quando eu estou te vendo jogar.

Foto: Mariana Costa