Mundial Feminino Sub-20: Pouca informação, muito talento

Por: Vittoria Catarina

A Copa do Mundo de Futebol Feminino Sub-20 de 2018 começou ontem (5), onde infelizmente a Seleção Brasileira não saiu com a vitória. Hoje foram realizados os jogos do Grupo C e D, que finalizaram a primeira rodada de partidas. Ainda que a vontade de escrever sobre o assunto seja imensa, o acesso a informações sobre a competição é muito restrito, pelo menos aqui no Brasil. A emissora de televisão Band assumiu o compromisso da transmissão dos jogos da nossa seleção, mas sobre as demais pouco a mídia fala.

A primeira edição da competição foi realizada em 2002, no Canadá, onde era nomeada como o Campeonato Mundial Feminino FIFA Sub-19, já que essa era a idade limite das jogadoras. Em 2006, foi estendido para jogadoras com até 20 anos, sendo nomeado até hoje como a Copa do Mundo de Futebol Feminino Sub-20. De lá para cá, foram oito edições, a competição acontece a cada dois anos, com apenas três seleções campeãs: Alemanha (2004, 2010 e 2014), Estados Unidos (2002, 2008 e 2012) e Coreia do Norte (2006 e 2016).

Dessas três campeãs, duas são as mais vitoriosas na Copa do Mundo de Futebol Feminino, os Estados Unidos (1991, 1999 e 2015) e a Alemanha (2003 e 2007), demonstrando a tradição desses dois países. O Brasil não venceu nenhuma das categorias, mas na Sub-20 já conquistou uma premiação individual: A jogadora Marta conquistou em 2004, na Tailândia, a Bola de Ouro, considerada a melhor competidora da edição. Enquanto isso, em 2006 a Seleção Brasileira conquistou a sua melhor colocação, ficando com o bronze.

Nessa edição, são 16 seleções participantes. E hoje tivemos grandes confrontos na rodada: Nigéria e Alemanha, Haiti e China, Paraguai e Espanha, além de Estados Unidos e Japão. Com mais precisão de passes, chutes a gol e posse de bola, a Alemanha conquistou a sua primeira vitória na competição por 1×0. Quem surpreendeu foi a seleção chinesa, que teve menos oportunidades de gol e precisão nos passes, mas alcançou uma vitória por 2×1 – o gol sofrido ainda veio de penalidade máxima.

A Espanha protagonizou um grande resultado – a exemplo da anfitriã França, que jogou ontem e venceu por 4×1 –, reflexo da tamanha posse de bola conquistada (74%) e a enorme quantidade de finalizações no gol (13), com direito a Hat-Trick de Patri Guijarro. O Japão pode ter sido a grande surpresa ao vencer a tradicional seleção dos Estados Unidos, ainda que as americanas tenham dominado a posse de bola (57%), as japonesas responderam com muitas finalizações (14). A competição retorna na quarta-feira (8), onde o Brasil abre a rodada contra a Inglaterra, às 8h30.

Foto: Divulgação/Eurosport