O futebol feminino respira

Mulheres estão em busca do seu espaço no futebol há muito tempo. Estamos longe de termos o mesmo prestígio, reconhecimento, aplausos e até o mesmo salário que os atletas masculinos, mas, graças a várias mulheres inspiradoras ao redor do mundo, isto está mudando. Pequenas vitórias são detalhes importantíssimos para chegarmos ao mesmo patamar que os homens.

A Seleção da Nova Zelândia conquistou recentemente o direito de receber o mesmo salário que a equipe masculina. Não, essa Seleção não é uma gigante do esporte se considerarmos apenas títulos dentro de campo, mas o que diferencia o futebol feminino é a luta também por vitórias fora dele.

Além da vitória financeira, as atletas, em conjunto com a confederação, conseguiram a demissão do então técnico Heraf. A causa? Foi acusado de bullying. Em uma carta escrita pelas atletas da Seleção, disseram que o ex-técnico chegou a afirmar que a Seleção da Nova Zelândia nunca seria igual à Japonesa. Difícil unir forças com quem não acredita no seu trabalho, não é? O técnico é a cabeça de um time, não se deve menosprezar alguém assim. Seu papel é totalmente ao contrário.

Juntas, todas são mais fortes. Ano que vem, 2019, teremos a Copa do Mundo feminina de futebol. Vamos parar de apenas reclamar que o futebol feminino não é bem visto e começar, de fato, a vê-las em campo. Torcer como torcemos pela seleção masculina, por que não? O futebol não tem gênero, é clichê, mas é verdade. Não espere por 2022!

Parabéns às mulheres neozelandesas por representar centenas de mulheres que lutam por isso todos os dias. Que os direitos que elas conseguiram, outras seleções consigam. Obrigada, meninas!

Foto: Reprodução/Twitter