Mesmo com preconceito, refugiada incentiva meninas a jogarem futebol

Trago para vocês mais um exemplo de paixão no futebol, que poderia se chamar até de”o refugio do amor”. Na última sexta-feira (27), li uma matéria que falava sobre uma refugiada da Síria que enfrentou o preconceito e hoje ensina futebol para meninas, em Zaatari, considerado o segundo maior campo de refugiados, situado na Jordânia.

Amal Hosham teve que sair da Síria, após ter sua casa invadida por homens armados. Mesmo em meio as dificuldades, ela foi capaz de repassar o amor a essa modalidade esportiva. A cultura do local não incentiva a participação das mulheres, com isso é notório que Amal enfrentou o pré-julgamento de algumas pessoas.

“Todo mundo foi contra. Recebi muitas críticas. Eles xingavam, e diziam: “O que vocês estão fazendo?” e jogavam pedras em nós. Então disse a eles: Não estamos fazendo nada de errado. Estamos fazendo meninas se divertirem e jogarem bola”, disse Amal.

Confesso que fiquei tocada com esse parágrafo acima, que tipo de pessoa se dispõe a ferir outra com pedras, onde está a humanização? Felizmente Amal está conseguindo quebrar esses obstáculos com o tempo, torço para que ela obtenha vitória nessa luta, e assim possa levar o futebol para mais pessoas.

Meninas jogando em Zaatari/Foto:Reprodução