Novo mundo do futebol

Por: Paloma Stuchi

Até quando nosso campeonato vai sofrer com as contratações dos nossos craques pelo “novo mundo do futebol”? Essa semana não só os torcedores do Corinthians, mas também os rivais se surpreenderam com a notícia da venda do meia Rodriguinho ao futebol do Egito. O jogador vai atuar no time do Pyramids, comandado pelo técnico Brasileiro Alberto Valentim, que também deixou de forma inesperada o comando do Botafogo na parada da Copa do Mundo.

Essa prática que tem se tornado casa vez mais comum, tem colocado o futebol brasileiro no fundo do poço. Já estávamos acostumados que quando um craque surge, muitas vezes ainda nas categorias de base, os “espiões” europeus já estão em cima para levar a grande revelação embora. E agora o novo mundo do futebol tem passado até na frente dos nossos antigos compradores, e com uma preferência diferente. Os jogadores mais experientes, com atuação em grandes clubes e até mesmo pela Seleção Brasileira, são os que mais têm chamado à atenção. Com os salário absurdamente maiores do que os oferecidos aqui, os clubes brasileiros se pegam sem saída e são obrigados a fechar negócio muitas vezes pela pressão do atleta. Entre os jogadores que já embarcaram nessa aventura, estão: Robinho, Oscar, Keno, Ricardo Goulart e vários outros.

Rodriguinho é a nova aposta. O time de Itaquera que tinha apenas 50% do jogador vai ficar com cerca de 4 milhões de dólares (R$ 15 milhões) da venda fechada em 6 milhões de dólares. Os outros dois pertencem ao Capivariano e ao América Mineiro. O artilheiro do time na temporada, Rodriguinho, chegou ao clube em 2013, mas não teve muita oportunidade com o técnico Mano Menezes que comandava o time na época. Em 2015, Rodriguinho teve uma nova chance de voltar ao futebol alvinegro e desde então foi o destaque atuando em 175 partidas, marcando 35 gols. Além disso, o atleta vai levar na bagagem dois títulos do Campeonato Paulista e dois títulos do Campeonato Brasileiro.