O fim de uma era! Pode isso, Arnaldo?

Essa Copa do Mundo nos trouxe muitas revelações. Foi uma Copa cheia de surpresas, lágrimas, risos… Em que as expectativas foram colocadas à prova, foram questionadas e acabadas em um piscar de olhos. Entre tantas emoções, sejam elas positivas ou não, uma das que mais impactou foi o anúncio da aposentadoria de Arnaldo César Coelho. No último domingo (15), na final da Copa do Mundo, aproveitando os desabafos de Casagrande e Galvão Bueno, o ex-árbitro declarou a aposentadoria da função que ele mesmo criou: comentarista de arbitragem.

“A vida da gente é feita de fases. Copa do Mundo é o grande momento da vida do árbitro. Eu tive esse momento como árbitro e quero dizer que está chegando ao fim também essa fase. Eu quero me distanciar um pouco, quero me dedicar um pouco à família e aos meus negócios. É uma equipe grandiosa. A Rede Globo me ensinou muita coisa. Uma nova fase vai vir. Agradeço a todos”, disse Arnaldo.

Emocionado Galvão respondeu: “Obrigado a você, Arnaldo. Por esses 30 anos ao meu lado, por tudo o que me ensinou, por todos os conselhos que me deu, obrigado pela amizade das famílias, dos filhos, isso é mais importante do que tudo. Que você tenha certeza que abriu um caminho, uma estrada nova para uma nova profissão de ex-árbitros de futebol. Você é o grande Arnaldo Cezar Coelho. Meu amigo querido. Pode isso, Arnaldo? Pode. Você pode fazer o que quiser. Quero te agradecer. Quero te dar um beijo grande. Por todas as Copas, por tudo que me ensinou. Um grande beijo, Arnaldo. Que seja feliz”.

Como árbitro, Arnaldo foi o primeiro não-europeu a apitar uma decisão de Copa, em 1982, quando a Itália venceu a Alemanha Ocidental. Posteriormente, atuou ainda seis anos no gramado até se aposentar em 1988. No próximo ano, começou como comentarista de arbitragem da Globo. Fechando a conta, Arnaldo tem oito Copas do Mundo como comentarista oficial, juntamente com Galvão Bueno, a dupla que deu certo no futebol.

Justificando sua aposentadoria, Arnaldo mencionou a rotina pesada de trabalho, com jogos quarta-feira e domingo, e que isso custa a convivência com seus familiares. E ainda mais, logo após a entrega da taça, Galvão Bueno também comentou que possivelmente não estará na próxima Copa. A realidade bate, e uma vida inteira de amor pelo futebol me vem a mente. Eu te pergunto: Pode isso, Arnaldo?! Não sei dizer… A regra é clara: Como será ver um Hexa sem Galvão e Arnaldo?

É triste ver o fim de uma era! É triste saber que não teremos mais a dupla que tanto nos acompanhou em momentos de alegrias e tristezas. Quantas vezes não choramos juntos com eles, quantas vezes não rimos com eles, ficamos bravos com eles. São momentos únicos que ficarão gravados no coração e na memória de cada brasileiro. Espero que a próxima geração preencha esse vazio que esses ícones deixarão! No mais, só podemos agradecer pelos ensinamentos e desejar o melhor para quem foi o melhor.