Copa da Rússia: a saudade que fica

É, acabou… Agora só em 2022 e eu já estou com saudades! Serão mais quatro anos de uma longa espera para rever tantos momentos de alegrias, tristezas, culturas, e até a luta por um mundo melhor… A final entre França e Croácia evidenciaram muitas coisas desta Copa! A começar pelo VAR, que foi pela primeira vez utilizado e causou tantas intrigas e vitórias que, se ele não existisse, poderiam ter sido derrotas, quem sabe? Hoje, por exemplo, poderia ter sido diferente? Fica a dúvida.

Evidenciou a presença da mulher na arquibancada e hoje, através dela – a presidente da Croácia! Que mulher, que presença! Com certeza uma ótima representação do amor de uma mulher ao futebol e o respeito que nós, mulheres, devemos ter – independente de cargo, beleza, país, o que for. Nós também gostamos de futebol, nós também jogamos. Nós também somos líderes! Aliás, a presidente foi a única a estar com a camisa da sua seleção, entre todos os outros chefes de estado que ali estiveram.

Não vi outros comemorarem tanto como ela em todos os gols que sua equipe fez, em todas as viradas e vitórias nos pênaltis. Coincidência ou não, sua seleção foi uma das mais guerreiras em campo, se não a única! Por sinal, que seleção! Time de guerreiros, de determinação, não só futebol. Jogaram tática e tecnicamente bem, claro. Mas a garra estava em seus olhos, em cada gota de suor derramada em campo. E disso, com certeza, ninguém vai esquecer! Ganharam nossos corações.

Uma final (e Copa) que, ao mesmo tempo que evidenciou números e estatísticas, acabou por derrubá-las na vitória da Rússia contra a Espanha, por exemplo. Não é só de posse de bola que vive um bom time. É muito mais efetividade! E nem precisa de tanta “experiência” em campo, nos provou o menino Mbappé que igualou alguns feitos de nada menos que o rei Pelé! E como é bom poder ter uma nova história surgindo, ainda que não seja de um brasileiro.

Aliás, alguns brasileiros estiveram por aí, com seus nomes estampados em outras seleções: Mario Fernandes, foi um deles! E com certeza foi um dos nomes da seleção da Russia. E esta também foi outra evidencia desta Copa – nacionalizações, filhos de imigrantes decidindo por grandes seleções, mistura de culturas e povos. Mas o futebol é isso, não é? Essa mistura do Brasil com Egito, de Argelinos e Franceses, de Croatas e Suíços. Certo ou errado, engrandece o espetáculo e além do mais, mostra que há lindas histórias de vida e orgulho pela representação de uma seleção, ainda que não seja o seu país de origem.

Esta Copa do Mundo foi diferente! Talvez por toda tecnologia envolvida, redes sociais, memes, novos grandes nomes surgindo. Tudo parece ter tido um tom mais “forte” do que o normal, ou no mínimo diferente. Teve comemoração Viking, Alemanha não classificada, Messi tchau, CR7 “sou lindo”, Neymar Challenge, a bola explodindo no travessão, até meio deformada.

Teve assédio a mulheres (infelizmente), algumas brigas, pedido de ajuda das Iranianas à Fifa. Teve crianças no campo, como o “Vidinha”, filho do zagueiro Vida, da Croácia, que encantou a todos. Teve bolinho no fotógrafo! Teve até invasão no campo! Tudo devidamente replicado, memificado, em proporções gigantescas… Alguns para o lado bom, outros nem tanto. Mas o que fica? A saudade fica! De uma Copa um tanto “louca”, mas muito apaixonante e divertida, como é o futebol!

Desenho BR Football