Semifinal: Umtiti decide e coloca a França na sua terceira final de Copa do Mundo

Por: Elizandra Rasquinha

A França vai jogar a final da Copa do Mundo depois de vencer a Bélgica em uma partida que só faltava mais gols. Para os franceses, foi suficiente o gol de Umtiti sair de uma curva para pegar a passagem para Moscou e encerrar o sonho dos belgas no Mundial, provavelmente aqueles que jogaram melhor na Rússia, mas a semifinal ainda é uma parede para eles. A brava proposta do espanhol Roberto Martinez e o talento de Hazard e De Bruyne não foram suficientes contra o trabalho da seleção francesa, um pesadelo para os vizinhos.

E a Bélgica segue sem ganhar da França em Copas: das três vezes que se enfrentaram, deu os franceses. Quase nunca parte do grupo das grandes favoritas, mas desde 1998 se coloca em cinco finais. Três de Mundial (98, 2006 e 2018) e duas de Eurocopa (2000 e 2016). No domingo, esta geração que lidera Lloris como capitão, mas tem um grande Mbappé como principal expoente, tentará repetir o feito dos heróis de 98 para colocar sua segunda estrela na camisa.

A semifinal não decepcionou em nada, exceto o ambiental. A Arena de São Petersburgo não estar lotada é uma daquelas coisas que ninguém entende, ainda mais porque a FIFA veio a exibir em suas redes os milhões e milhões de ingressos vendidos. De resto, como disse, a festa não decepcionou. Foi espetacular desde do primeiro minuto.

A França e a Bélgica nem sequer aproveitaram os segundos clássicos de cortesia e começaram o jogo a toda a velocidade. Mbappé, aos 8 segundos, já estava deixando para trás Vertonghen em uma espetacular descida que terminou com um passe que Griezmann não conseguiu controlar por milagre. A resposta da Bélgica foi manter a bola. Vendo como Mbappé a gastava, quanto menos ele visse a bola, melhor. Então De Bruyne e Hazard começaram a assumir o jogo.

Os dois gênios belgas se tornaram mestres da partida e esmagaram o meio-campo e a defesa de Deschamps com sua qualidade e mobilidade. Perigo a partir da esquerda. De Bruyne jogando de 6, de 8, de 10, de falso 9… Vimos jogando de tudo, sendo indetectáveis para a defesa da França e para Kanté e Pogba. Entre os dois, geraram todas as chances da Bélgica na primeira parte.

De Bruyne jogava e sempre encontrava Hazard, que é puro veneno. Imparável no um a um, ele fez com Pavard o que ele queria no primeiro tempo. Aos 15 minutos, ele quase gerou o 0 a 1, com um chute de pé esquerdo que saiu por milímetros. Os belgas seguiam criando grandes oportunidades de sair na frente no marcador, mas sempre encontrava o excelente Lloris como empecilho para isso. Tendo mais intensidade que os franceses em grande parte do jogo, a bola parecia teimar em não entrar.

E foi pelos pés de Griezmann que a França começou a montar seus contra-ataques recebendo por trás e encontrando um toque para Pogba, que em uma dessas saídas colocou uma bola em profundidade para Mbappé, que o 10 não guardou por milagre. Sua corrida foi como de um maratonista, ganhando metros em cada passo para com Kompany. Não foi gol, porque a poucos centímetros Courtois chegou à frente, mas a corrida colocou um medo na Bélgica, que deu um passo atrás e permitiu que a França fosse encorajada a continuar atacando.

E como Courtois não é imbatível, cinco minutos depois do intervalo, a França estava à frente graças a um gol de cabeça de Umtiti, que se antecipou a Fellaini e marcou a passagem da sua seleção para a final da Copa do Mundo, mesmo não sendo brilhante dentro de campo durante toda a competição, algo que vinha sendo questionado. Os franceses chegam à disputa de domingo fortalecidos, com o melhor elenco e a melhor defesa da competição.