Seleção Brasileira: Thiago Silva, a revelação da escolinha de futebol

Da escolinha de futebol que era núcleo do fluminense para a convocação do técnico Tite, indo representar a Seleção Brasileira na Copa da Rússia em 2018, Thiago Emiliano da Silva mostra desde pequeno que nasceu pro futebol. Um dos seus primeiros passos com a bola no pé, foi ainda na juventude pelo Barcelona do Rio de Janeiro, com 15 anos após ter sofrido com a rejeição de diversos clubes. Ele seguiu tentando ingressar no seu time, Fluminense, até que depois de inúmeras tentativas, passou. Porém não foi aí onde seu destaque começou, ele conseguiu ingressar na carreira profissional pelo Juventude, onde se destacou no Campeonato Brasileiro de 2004 e chamou a atenção do Porto, de Portugal.

Antes de relembrarmos como o zagueiro chegou na seleção brasileira, precisamos destacar uma parte sombria da sua história, lá em 2005 o zagueiro foi vendido ao Dínamo de Moscou, para ganhar o dobro do salário, mas foi aí que o seu pesadelo começou. Devido ao frio intenso, Thiago teve a tuberculose, ficou cerca de seis meses internado, chegou a ficar isolado em um quarto frio de um hospital de Moscovo para evitar problemas de contágio. Sem poder receber visitas, ele quase entrou em depressão. Porém, como sempre deixava bons sinais por onde passava, Thiago recebeu a ajuda de Ivo Worttmann, ex-treinador dele no Juventude que havia sido contratado para treinar o Dínamo Moscou. O treinador conseguiu um especialista para tratar do zagueiro que conseguiu a cura.

Sua jornada com a seleção brasileira começou em 2008 quando foi convocado pelo treinador Dunga para participar de dois jogos pelas eliminatórias da seleção, dois meses depois foi convocado para participar das Olimpíadas de 2008, infelizmente ele se contundiu na preparação e acabou atuando em apenas dois jogos, sendo um como titular. Ao longo de 2008, passou a ser sempre chamado para amistosos do time. Continuou com os amistosos em 2009, até que em 2010 foi convocado novamente por Dunga para disputar a Copa do Mundo de 2010 pela Seleção Brasileira. Foi reserva e não entrou em campo em nenhuma partida do Mundial.

Logo mais, em agosto do mesmo ano, Thiago foi chamado pelo técnico Mano Menezes para jogar o amistoso contra os Estados Unidos passando a formar a zaga titular brasileira ao lado de David Luiz. No final de 2011 se tornou capitão da seleção, exercendo nos Jogos Olímpicos de Londres de 2012. No dia 30 de maio de 2012, marcou seu primeiro gol com a camisa do Brasil no triunfo por 4×1 sobre os EUA. Na Copa das Confederações de 2013 realizada no Brasil, a Seleção foi campeã e Thiago, como capitão, recebeu a taça. Durante a Copa do Mundo de 2014, foi apontado como ”fraco emocionalmente” pela atitude de se isolar do restante do time, sentar em cima de uma bola e chorar antes da disputa de pênaltis nas oitavas de final contra o Chile, seu emocional foi bastante criticado.

Apesar disso, foi considerado um dos melhores jogadores do Brasil no torneio, marcou um gol na partida contra a Colômbia, quebrando um tabu de 20 anos em que um capitão brasileiro não marcava gols em Mundiais. Não esteve em campo na semifinal contra a Alemanha devido a suspensão por ter recebido seu segundo cartão amarelo na competição. Esse cartão foi considerado injusto pela comissão técnica da seleção, o que levou a CBF a pedir a anulação do cartão junto à FIFA, mas sem sucesso. Logo após a Copa, perdeu o título de capitão para o jogador Neymar. Depois que o técnico Tite assumiu a seleção, em 2016, Thiago voltou a ser convocado. Sendo hoje, a dias da copa de 2018 uma aposta fiel ao sucesso positivo para defender a camisa da Seleção Brasileira.